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Radioterapia

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"Dentre todas as catástrofes naturais que podem recair sobre nós, a mais desastrosa é consequente ao nosso comportamento. Apenas quando conseguirmos controlar a nós mesmos, estaremos aptos a vencer o câncer".

Dr. Bany Lowitz

 

A Radioterapia é um método de tratamento que se baseia na propriedade que têm certas formas de radiações de produzir alterações físico-químicas nos componentes celulares. De uma maneira esquemática, pode-se dividir as células de qualquer tipo de organismo vivo em três partes: membrana citoplasma e núcleo. Cada tipo de célula tem funções bem definidas no organismo e estas funções dependem de fenômenos físico-químico que ocorrem nas três partes que compõe a célula. Qualquer modificação dos seus constituintes químicos altera aqueles fenômenos físico-químicos, alterando, portanto as funções da célula. As radiações utilizadas na radioterapia têm a propriedade de alterar os constituintes da membrana, do citoplasma ou do núcleo celulares, através de um mecanismo denominado ionização, daí o nome de ionizantes que se dá a estas radiações. A compreensão da natureza e do mecanismo de ação das radiações ionizantes sobre os organismos vivos é básica, desde a especificação do equipamento, até a planta física e seu funcionamento.

Como se define o câncer?

O câncer é um grande grupo de doenças caracterizadas pelo crescimento descontrolado e a propagação de células anormais. Essa disseminação não é equilibrada e pode resultar em morte. Se não for tratada a tempo, é mortal. Inicia-se por uma célula, que se divide, multiplicando-se em progressão rápida, até formar uma tumoração (milhões de células). Contudo, muitos cânceres podem ser curados se detectados em tempo hábil, tratados, imediatamente e muitos deles podem ser prevenidos pela mudança do estilo de vida. Inclusive o “hábito de fumar”.

Quantas pessoas no momento sobrevivem ao câncer?

No início de 1900, poucos pacientes com câncer tinham esperança de sobrevida. Em 1930, menos de cinco ficavam vivos nos primeiros cinco anos pós tratamento. Em 1940, uma em cada quatro e em 1960, uma em três. Hoje o quadro mudou e mudará mais ainda, por causa do diagnóstico precoce. Em cancerologia, o básico é educação. O povo necessita de mais esclarecimento, mais educação neste sentido.

Possíveis fatores que estão associados ao surgimento de câncer e os respectivos lugares (fatores químicos):

a) Tabagismo: cabeça e pescoço (lábio, cavidade oral, faringe, laringe), esôfago, pulmão, bexiga e pâncreas;

b) Aminas aromáticas e corantes de anilina: bexiga;

c) Benzeno: medula óssea;

d) Fibras de asbesto: pulmão;

e) Cádmio: próstata;

f) Níquel, poeira de madeira: seios nasais, pulmões;

g) Cloreto de vinil: fígado.

Possíveis fatores que estão associados ao surgimento de câncer e os respectivos lugares (fatores dietéticos):

a) Gordura: mama e cólon;

b) Ingesta calórica total elevada: mama, endométrio, próstata, cólon e vesícula biliar;

c) Proteína animal, particularmente as contidas nas carnes vermelhas: mama, endométrio, estômago e cólon;

d) Álcool, particularmente em tabagistas: boca, faringe, laringe, esôfago e fígado (a cerveja está associada ao câncer de reto);

e) Conservas, salgados ou defumados: esôfago e estômago;

f) Aditivos a base de nitrato e nitrito: intestino.

Elementos que parecem reduzir o risco de câncer:

a) Alimentos ricos em fibras;

b) Dietas constituídas de elevado percentual de vegetais, frutas e cereais (íntegros);

c) Vegetais contendo indol (couve-flor, brocolis);

d) Feijões (principalmente soja e feijão de lima).

A mortalidade por tumores malignos na população em geral, varia muito entre os países, elevando-se gradativamente a medida que o país se industrializa

O desenvolvimento sócio-econômico e o aumento da expectativa de vida, são os fatores que mais contribuem para o aparecimento de um maior número de casos de doenças malignas.

No Brasil, em 1995, a freqüência  relativa dos óbitos por câncer foi de 14,4%, portanto o Brasil em um nível intermediário em relação aos países de melhor e/ou pior nível sócio-econômico.

A região NORTE e NORDESTE é onde ocorre mais óbitos ligados a cânceres, e os órgãos mais afetados dão PULMÃO e ESTOMAGO.

 

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