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Propriedade que os núcleos atômicos possuem de emitir partículas e radiações eletromagnéticas para se transformarem em outros núcleos. Este fenômeno espontâneo é chamado de desintegração radioativa ou reação de decaimento. Obs.: A radioatividade natural só ocorre com átomos “pesados”, normalmente acima do chumbo (número atômico = 82). Entretanto, pode-se, atualmente, fabricar isótopos radioativos (também chamados de radioisótopos) de todos os elementos. Os núcleos dos isótopos instáveis estão em níveis energéticos excitados e eventualmente podem dar origem à emissão espontânea de uma partícula do núcleo, passando, então, de um núcleo (pai) para outro (filho). Os isótopos radioativos podem der usados de duas maneiras: Como traçadores na diagnose – Como fontes de energia na terapia. São usados como traçadores ou marcadores devido a duas importantes propriedades: - Possuem comportamento químico idêntico ao de isótopos estáveis do mesmo elemento; - Apresentam emissão espontânea de radiação que pode ser detectada, indicando assim sua posição e quantidade. Como fontes de energia, os radioisótopos encontram aplicações por: - Serem detectáveis após absorção ou espalhamento pela matéria. - Ou por quebrarem moléculas e ionizarem átomos formando íons iniciando assim reações químicas ou biológicas. Meia vida Física – É o tempo necessário para que um certo nuclídeo radioativo tenha o seu número de desintegrações por unidade de tempo reduzido à metade. Meia vida Biológica – Quando um elemento químico (radioativo ou não) é introduzido em um organismo vivo, sofre metabolização e excreção próprias. Chamamos de meia-vida biológica ao tempo necessário para que a metade deste elemento ingerido pelo organismo seja eliminado pelas vias normais. Meia vida Efetiva – A dose de radiação recebida por um órgão quando nele existe um material radioativo agregado depende da meia vida física e da meia vida biológica. A combinação de ambas nos dá a meia vida efetiva, que é o tempo em que a dose de radiação neste órgão fica reduzida á metade. Atividade de uma amostra – A atividade de uma amostra de qualquer material radioativo é definido como sendo o número de desintegrações dos núcleos de seus átomos constituintes por unidade de tempo, isto é, a velocidade de desintegração dos átomos. Os fenômenos radioativos começaram a ser observados com a descoberta dos raios-X, em 1895 por Roentgen. Sabemos hoje que ao incidirmos raios catódicos em um alvo, a brusca perda de velocidade dos elétrons constituinte desses raios, origina uma radiação que é capaz de tornar luminescente uma tela especial revestida de sulfeto de zinco, willemite ou Tungstato de cálcio luminescente. Este fenômeno foi observado por Roentgen que pensou erradamente ser efeito das paredes do tubo de vidro e não encontrando explicação para o fato chamou a estes raios de raios-X. Continuando a estudar os raios-X observou: Não são desviados por campos eletromagnéticos; atravessam corpos opacos a luz ordinária; produzem ionização dos gases quando estes são atravessados; impressionam uma chapa fotográfica. Em 1896, Henri Bequerel, por acaso, envolvendo com um papel preto um sal de urânio e guardando-o sobre uma placa de prata, que estava por cima de uma chapa fotográfica, ao revelar a mesma, notou que a placa de prata estava gravada na chapa concluindo que o sal de urânio emitia radiações. Dois anos mais tarde Pierre e Marie Curie identificaram mais dois elementos radioativos, o Polônio e o Radium. Comprovado a emissão de radiação por estes elementos denominou ao acontecido o termo de Radioatividade que é a emissão de radiação por diversos elementos da natureza, independente da sua condição física ou química e própria de cada elemento. Bequerel colocou no bolso do colete um tubo contendo um sal de radium e observou que na região do corpo em contato com o tubo estava uma queimadura na pele, deste modo foi o primeiro acidente com radiação registrado. Os elementos radioativos sofrem transformações espontâneas de uma espécie química para outra, emitindo no momento a radiação. O processo radioativo é uma alteração de caráter subatômico, processando-se no interior do átomo, em seus núcleos instáveis, desintegrando-se e transformando-se em outros elementos radioativos emitindo radiações penetrantes. O elemento resultante desta desintegração chama-se elemento filho e também poderá se desintegrar formado novo elemento até o seu núcleo tornar-se estável. Todos os elementos de número atômico superior a 82 que é o número atômico do chumbo, núcleo pesado são instáveis são radioisótopos natural. Os elementos de peso atômico inferior a 82 são os núcleos estáveis com exceção de isótopos radioativos encontrados na natureza como o Ru, Sn, Lu, In, etc. Apresentam as substâncias radioativas dois tipos de radiações – uma de natureza eletromagnética e uma de natureza corpuscular. As radiações de natureza corpuscular são constituídas de partículas eletrizadas. As positivas são os raios Alfa e Beta mais e as negativas são os raios Beta menos. Sabe-se que estas radiações não ocorrem simultaneamente num mesmo elemento, porém as radiações Gama vem sempre acompanhadas de uma radiação Alfa ou uma Beta. As radiações Alfa e Beta por serem partículas carregadas são desviadas por campos eletromagnéticos. Os raios Beta menos, são originados quando um núcleo aumenta o seu peso atômico de uma unidade, porém o seu número de massa não se altera, admitiu-se que um nêutron se transforma num próton. Partículas subatômicas tais como elétrons, prótons, nêutrons, alfas quando possuem alta velocidade, formam um feixe; são chamados de radiação corpuscular. Os prótons e os nêutrons, partículas contidas no núcleo atômico, são chamados “núcleons”. Qualquer sistema de núcleons que tenha uma existência suficientemente longa para ser identificado é chamado núcleos. Cada nuclídeo é representado por uma notação, constituída do símbolo do elemento químico correspondente, do seu número atômico e seu número de massa. As radiações eletromagnéticas não possuem massa. São enquadradas como radiações eletromagnéticas as radiações formadas por oscilações elétricas e magnéticas; são ondas que viajam numa mesma velocidade a da luz, e diferem somente no comprimento de suas ondas. |
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